Fazenda Tucunduva - Espaço para Eventos e Festas | História Século XIX
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História

Fazenda Tucunduva

Fazenda Tucunduva, (nome dado pela abundância de palmeira Tucum no local) como tantas outras da região, nasceu e consolidou-se como ícone do trabalho árduo. Ela foi um resultado da grande oportunidade que surgia com força total: o café, o ouro negro, era uma bebida que estava sendo consumida no mercado internacional, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, favorecendo a exportação do produto brasileiro.

A partir do século XIX, as plantações de café tinham se espalhado pelo interior do estado de São Paulo e do Rio de Janeiro. O costume e o consumo do café já faziam parte dos hábitos dos brasileiros.

A origem da Fazenda Tucunduva foi o resultado da divisão de uma sesmaria doada por D.Pedro I. A Fazenda do Pinhal, a Fazenda Boa Esperança e a Fazenda Campininha faziam parte desta mesma semaria.

Localizada no município de Cabreúva, a 12 Km de Itu, a Fazenda Tucunduva possui a paisagem típica da região. Ela é composta de vegetação da mata atlântica e salpicada de matacões (granitos). Recebe em toda a sua extensão o caudaloso Córrego do Fundão. Este rio nasce na serra do Itaguá e desemboca no rio Tietê, no local chamado Gruta da Glória.

O Brasil avançava a passos lentos, tentando sair das características de um país colônia. A base do trabalho era a escravidão, e as grandes plantações do país se resumiam ao plantio do algodão, cana de açúcar e cacau.

Nas fazendas desta região  haviam plantações de cana de açúcar e milho. Também haviam pequenas criações de gado, porcos e galinhas, apenas para o consumo local. A vida se desenvolvia independente em cada fazenda; os fazendeiros visitavam as cidades de Cabreúva e Itu (percurso feito sempre a cavalo) somente para comercializar os produtos de suas plantações. Nas cidades eles também compravam sal, vestimentas, utensílios domésticos e ferramentas. Aproveitavam a viagem para um pé de conversa para saber dos “causos” da política do estado e do país.

Por volta de 1842, como divisão de herança, a Fazenda Tucunduva consolidou-se como fazenda independente de outras que já possuíam sede e vida própria. Neste período as instalações eram precárias, sem nenhum conforto, a vida corria com muita simplicidade.

No final do século XIX, com as exportações do café no seu apogeu juntamente com a abolição da escravatura, vieram principalmente os imigrantes italianos para trabalharem na terra, no sistema de salários ou como meeiros no lucro da produção da lavoura de café. Houve, então, a conseqüente adaptação e modernização de todo o processo agrícola. A Fazenda Tucunduva, como todas as outras da região, seguiu a mesma tendência.

Foram escolhas decisivas e muitas vezes difíceis para os proprietários destas terras; ou acreditava e investia nestas mudanças, ou vendia-se tudo, deixando o lugar para outro investidor que apostava e acreditava num Brasil melhor.

Na Fazenda Tucunduva, as instalações destinadas para a secagem da produção do café (barragem para construção do lago e os terreiros de café) já estavam prontas, elas foram executadas pela mão de obra escrava. A construção da nova sede aconteceu muitos anos mais tarde, no apogeu do ciclo do café.

Um construtor mineiro, aproveitando a oportunidade de lucro dos fazendeiros, percorria as fazendas da região com uma grande pasta com projetos de sedes já prontos a escolher. Sedes com quatro quartos, com seis, com varanda, sem varanda; a escolha iria depender do gosto e do quanto o fazendeiro queria e poderia gastar.

As construções que compunham o núcleo da fazenda eram a sede, os terreiros de café, a tulhinha e a tulha maior. Esta última era o local onde se ensacava, se pesava, e se armazenava o café; que, por sua vez, esperava o momento a ser levado de carroça para a cidade,seguindo seu destino junto ao porto de Santos para exportação.

Em agradecimento ao sucesso destas mudanças, construiu-se a Igrejinha destinada a casamentos e batizados, com o capelão que vinha uma vez por mês rezar missa (tradição mantida até os dias de hoje).

Os colonos eram chamados para esse compromisso através do sino.  Este sino só era tocado nestas cerimônias religiosas ou quando havia fogo nas matas do fundão, alerta que todos conheciam e corriam imediatamente sob o comando do administrador da fazenda, o lendário Antônio Jácomo. Lutavam, fosse dia ou noite, com gravetos verdes e enxadas para tentar conter este enorme estrago.

A sede, cuja construção terminou por volta de 1918, foi projetada acima dos terreiros de café. Ela foi feita com tijolos de barro; e nesta época estes tijolos eram encomendados em olarias nas quantidades suficientes para as construções. Chegando à obra, os tijolos possuíam em alto relevo as iniciais do proprietário, no caso G.A ( Glicério da Silveira Arruda ).

Ela possui janelões de madeira abertas em duas folhas em todos os cômodos, favorecendo total controle da fazenda.

A lareira existe somente na sala de estar, era o suficiente para o conforto em poucos meses de frio intenso. Na cozinha, o fogão à lenha ficava aceso o dia inteiro, pronto para servir um café com leite, fazer doces caseiros, e principalmente aquecer o banho na banheira com água encanada. A água era aquecida pelos canos de ferro que passavam por dentro do fogão, levando assim um bom aquecimento na banheira para um agradável banho.

A despensa de mantimentos ficava numa pequena construção fora da casa, um anexo, próxima da cozinha (hoje ela já não existe mais) onde se armazenava sacos de arroz, feijão, açúcar mascavo e o sal grosso. Toda a casa está assentada sobre um porão de ventilação, recebendo um piso de assoalho de madeira ipê; o corredor da entrada principal, até a sala da lareira no fundo, e banheiro receberam pisos de ladrilhos hidráulicos, assim como todo o rodapé da casa.

Na restauração da sede, executada no ano de 2007, pouco ou quase nada foi preciso substituir; as paredes, janelas, pisos, ladrilhos hidráulicos, passaram por raspagem, limpeza, pintura e tratamento com resinas eceras.

O madeiramento das tesouras do telhado estava intacto. Por outro lado, houve necessidade de uma substituição total do forro de madeira e das telhas de barro, pelo estado extremamente precário em que se encontravam.

Foi encontrada uma moeda seguramente preservada de 400 réis sob o piso de ladrilho hidráulico do banheiro no momento da troca de algumas peças para a troca do encanamento hidráulico. Hoje ela está exposta na sede da fazenda.

O país mudou, o apogeu do café acabou, mas a sede e toda a história da Fazenda Tucunduva está preservada. Sabemos que não basta ter um patrimônio deste porte nas mãos, a administração e manutenção de uma fazenda não é nada fácil, nunca foi. Porém esta força, determinação, garra em persistir, em levantar após cada revés, se deve, acreditamos, ao mesmo impulso que tiveram nossos tetravós, bisavós, avós e pais, que é, um amor enorme pelas terras em que nascemos, crescemos e vivemos ao longo de muitos anos.

Repetindo o passado, hoje os herdeiros abrem este valioso patrimônio histórico, totalmente restaurado para uma nova modalidade:

FAZENDA TUCUNDUVA EVENTOS, voltada para comemorações de casamentos, eventos sociais, lançamentos de produtos, e confraternização de empresas, acreditando mais uma vez nas atuais tendências e sucessos da região.